Raquetes Prince: guia Tour, Phantom, Ripstick e mais
Na ficha técnica, Prince Tour 100, Phantom 100X e Ripstick 100 parecem parentes próximas: cabeça de 100 pol² e pesos semelhantes. Na quadra, elas servem para testar três ideias diferentes. A Tour busca equilíbrio. A Phantom usa um aro mais fino e flexível para conter a saída de bola. A Ripstick combina potência e spin com os grandes ports O3.
Se você ainda não sabe do que precisa, use a Tour 100 290 disponível no seu mercado como referência. Compare com a Phantom 100X se já produz profundidade e quer controlar melhor a trajetória; com a Ripcord 100 se precisa de ajuda, mas prefere ilhoses convencionais; ou com a Ripstick 100 se busca potência e spin e quer descobrir se o O3 melhora a sua bola. A Beast ocupa um território parecido de potência nos mercados em que continua sendo uma linha principal.
Este é um guia de compra baseado em catálogos, especificações oficiais e testes técnicos externos — não um playtest feito por nós. Essa diferença importa na Prince porque as famílias disponíveis, e até as configurações por trás do mesmo nome, mudam conforme a região.
Qual raquete Prince escolher: comparação rápida
O catálogo Prince distribuído pela Tennis Warehouse se organiza em torno de Tour, Ripstick, Ripcord, Phantom, Warrior e Legacy. Já o catálogo oficial japonês dá mais espaço a Beast, Prince X, Phantom Graphite e Emblem. Não são descrições contraditórias; são linhas regionais diferentes.
| Família | Prioridade | Primeira referência útil | Risco se não combinar com você |
|---|---|---|---|
| Tour | Equilíbrio, controle útil e spin | Tour 100 290 | Menos saída que uma família de potência |
| Phantom | Flexão, controle e trajetória administrável | Phantom 100X 290 ou 305 | Deixar a bola curta na defesa |
| Ripstick | Potência, spin e resposta O3 | Ripstick 100 300 | Saída alta ou sensação amortecida demais |
| Ripcord | Potência e spin com ilhoses convencionais | Ripcord 100 300 | Menos controle se você já acelera muito |
| Beast | Potência rápida onde a linha está disponível | Beast 100 300 | Sobreposição regional com Ripcord e Ripstick |
| Warrior | Facilidade e preço de entrada | Warrior 100 | Menos refinamento e estabilidade em ritmo alto |
| Legacy / Emblem | Cabeça grande, pouco peso e profundidade fácil | Teste 105–110 pol² antes de 120 | Ajuda demais e menos agilidade para um swing longo |
Use a tabela para decidir qual família testar primeiro, não para eleger uma campeã. A Phantom pode atrapalhar um jogador avançado que precisa de ajuda quando é deslocado. A Ripcord pode ser a melhor raquete de competição para um intermediário que sustenta a profundidade com mais regularidade. Nível técnico não compensa uma escolha mal encaixada.
Na Prince, o mercado e o modelo exato importam
O nome “Tour 100 290” não identifica uma única raquete no mundo todo. A versão europeia aparece com padrão 16x18, enquanto o catálogo japonês de 2026 mostra uma versão 16x19 com outra referência de produto. Cor, equilíbrio e disponibilidade também podem mudar.
Antes de comprar ou reservar um teste, salve cinco dados da unidade exata:
- referência ou código do produto;
- tamanho da cabeça;
- peso sem cordas;
- padrão de encordoamento;
- ilhoses convencionais ou ports O3.
Isso também evita confundir uma geração antiga em promoção com a raquete atual. A oferta ainda pode ser ótima, mas a comparação precisa usar as especificações daquele modelo — não uma análise de outra raquete com o mesmo nome de família.
Como ler os nomes das raquetes Prince
Os nomes da Prince dão pistas, não formam um dicionário universal. Use o sufixo como ponto de partida e depois confira a página do produto.
| Nome ou número | O que costuma indicar | O que ainda precisa ser conferido |
|---|---|---|
| 98, 100, 105, 110, 120 | Tamanho da cabeça em polegadas quadradas | Uma cabeça maior dá margem, mas não define sozinha a potência |
| 290, 300, 305, 310 | Peso aproximado sem cordas em gramas | Peso final com cordas, overgrip e antivibrador |
| P, como em 100P | Configuração orientada ao controle, muitas vezes com padrão denso | O padrão de encordoamento exato; não deduza apenas pela letra |
| X, como em Phantom 100X | Parte do nome dessa variante Phantom | Não significa “extra rígida” nem indica nível de jogador |
| O3 / O-Port | Grandes aberturas no aro no lugar de ilhoses convencionais | Trajetória, sensação e resposta fora do centro |
| L ou versões de 265–280 g | Menos massa e preparação mais rápida | Estabilidade na devolução e peso de bola no fim do swing |
Os pesos publicados são apenas o ponto de partida. Cordas, overgrip e antivibrador mudam a massa total e o swing weight. Duas raquetes de 300 g não aceleram da mesma forma se distribuem a massa de maneira diferente; também não respondem igual com um poliéster firme e um multifilamento.
Prince Tour: o meio da linha de performance
A Tour ocupa o centro prático da linha: perfis moderados, padrões abertos ou densos conforme a versão e menos especialização que Phantom ou Ripstick. O lançamento Prince Tour 2026 reúne quatro referências principais no varejo norte-americano e europeu: Tour 98, Tour 100 290, Tour 100 310 e Tour 100P.
A Tour 100 290 abre a linha pela manobrabilidade. Na configuração europeia, usa cabeça de 100 pol², 290 g sem cordas e padrão 16x18. Faz sentido para o intermediário que já acelera, quer margem e não precisa da saída imediata da Ripstick. O teste difícil aparece contra bola pesada: se o aro torce ou a devolução perde profundidade, compare uma versão com mais massa antes de abandonar a família.
A Tour 100 310 mantém a cabeça de 100 pol² e acrescenta 20 g. Ela não é automaticamente a versão “certa” para um jogador melhor. É a opção de quem posiciona a raquete a tempo e aproveita a estabilidade extra durante uma partida inteira. Se o contato começar a atrasar no segundo set, a 290 pode produzir a bola melhor apesar do peso menor.

A Tour 98 reduz a janela de contato e concentra a resposta. É candidata para o atacante de quadra inteira que já gera profundidade e quer direcionar uma bola rápida a alvos menores. A Tour 100P segue outro caminho para o controle: mantém a cabeça de 100 pol², mas usa padrão 18x20. Em vez de reduzir a cabeça, contém a saída com uma malha mais densa.
| Modelo norte-americano / europeu | Cabeça | Peso sem cordas | Padrão | Decisão que ajuda a resolver |
|---|---|---|---|---|
| Tour 100 290 | 100 pol² | 290 g | 16x18 | Preparação mais rápida sem sair de uma raquete de performance |
| Tour 100 310 | 100 pol² | 310 g | 16x18 | Mais massa e estabilidade, mantendo margem e spin |
| Tour 98 | 98 pol² | 305 g | 16x19 | Resposta concentrada para atacar alvos menores |
| Tour 100P | 100 pol² | 305 g | 18x20 | Saída mais baixa sem abrir mão da cabeça de 100 pol² |
A comparação mais útil dentro da Tour não é 98 contra 100 em uma troca confortável. Devolva primeiros saques, defenda fora da quadra e jogue pontos cansado. A raquete que ainda chega alinhada ao impacto oferece mais controle real do que aquela que desenha a trajetória mais bonita durante dez minutos.
Prince Phantom: controle flexível, não potência grátis
A Phantom leva mais longe a flexibilidade e o aro fino. A Phantom 100X 305 europeia combina cabeça de 100 pol², 305 g sem cordas, padrão 16x18 e perfil que chega a 18 mm. É uma configuração incomum entre raquetes modernas de 100 pol²: mantém uma cabeça razoavelmente tolerante sem depender da saída de um aro largo.
A combinação interessa a quem já produz velocidade e quer variar alturas ou trabalhar o slice sem a bola escapar. Também pode agradar a quem rejeita um impacto seco. Isso não é promessa médica. Uma raquete não trata lesão, e o conforto depende também da rigidez do aro, da corda, da tensão, da técnica, do volume de jogo e da qualidade do contato.
A Phantom 100X 290 mantém 100 pol² e 16x18 com menos massa. É mais rápida na preparação, mas você precisa verificar se ela não perde solidez demais ao bloquear uma devolução. A 100X 305 oferece uma base mais estável para um swing completo. Modelos como Phantom 100P e 97P aparecem em alguns mercados e acrescentam uma resposta mais densa ou especializada; não são degraus obrigatórios.

O teste da Tennis Warehouse com a Phantom 100X 305 encontrou controle, conforto e acesso ao spin, mas também menos potência e alguma instabilidade. O resumo é útil porque mostra a troca completa: flexão e aro fino não são benefícios sem custo.
Escolha Phantom se o seu swing já faz o trabalho e a sua bola precisa de ordem. Se o erro frequente é deixar a bola curta quando você é deslocado, teste a Tour antes de presumir que uma raquete de controle vai corrigir a direção.
Prince Ripstick: potência e spin com resposta O3
A Ripstick é a família de potência e spin mais ligada ao O3 no catálogo ocidental. Os ports grandes substituem parte do sistema tradicional de ilhoses e permitem mais movimento das cordas. A Prince atribui a essa construção uma área útil maior e menos resistência ao ar. O que você consegue verificar no teste é se ela muda a altura de saída, a facilidade para acelerar e a informação recebida no impacto.
A Ripstick 100 300 europeia atual usa cabeça de 100 pol², 300 g sem cordas e padrão 16x18. É a referência para quem já produz topspin e quer profundidade mantendo 300 g. A Ripstick 100 280 reduz a carga; a Ripstick 98 estreita a janela e concentra a resposta.

Um playtest independente da Ripstick 100 300 de 2025 destacou potência, profundidade e spin; a sensação O3 dividiu mais os avaliadores. Por isso não faz sentido comprar apenas pela ficha. Alguns jogadores gostam da resposta mais amortecida e do movimento adicional das cordas. Outros querem um contato mais definido.
Não avalie a Ripstick apenas pelo número de winners. Veja se você consegue bloquear uma devolução sem fazê-la flutuar, manter um slice baixo e controlar um forehand mais plano quando não chega completamente por baixo da bola.
Prince Ripcord: ajuda moderna com ilhoses convencionais
No papel, a Ripcord é rival direta da Ripstick: potência, spin e facilidade, mas com ilhoses convencionais. Se a Ripstick melhora sua profundidade e ao mesmo tempo afasta você do contato, a Ripcord ajuda a separar o que veio da geometria de potência e o que veio do O3.
A Ripcord 100 300 oficial no Brasil usa cabeça de 100 pol², 300 g sem cordas e padrão 16x19. A versão de 280 g mantém cabeça e padrão com menos carga. A Ripcord acrescenta uma horizontal em relação ao 16x18 da Ripstick 100, mas isso sozinho não garante saída mais baixa. Espaçamento real, formato da cabeça, tipo de corda e tensão também entram na conta.

| Se você compara… | Ripstick | Ripcord |
|---|---|---|
| Sistema do aro | Ports O3 | Ilhoses convencionais |
| Padrão de referência | 16x18 na Ripstick 100 | 16x19 na Ripcord 100 |
| Prioridade | Máxima ajuda de potência e spin | Potência e spin com resposta mais familiar |
| Teste decisivo | Você controla a altura e gosta do O3? | Mantém profundidade sem passar do ponto ao acelerar? |
A recomendação editorial é direta: se você busca uma Prince de potência, teste as duas com cordas comparáveis. Escolher a Ripcord por uma página de produto sem colocá-la contra a Ripstick deixa sem resposta a pergunta mais característica da marca.
Prince Beast: potência, mas nem sempre no catálogo à sua frente
A Beast continua sendo uma família principal no Japão e aparece em partes da Europa e da América Latina, embora não ocupe a mesma posição em todos os distribuidores. A linha Beast 2026 oficial japonesa inclui Beast 100 de 300 g e 280 g, versões O3, Beast 98 e uma O3 104 DB. A Beast 100 de 300 g combina cabeça de 100 pol², padrão 16x19 e perfil de 24–26–23 mm — números coerentes com uma raquete feita para saída e profundidade.

Onde ela fica diante da Ripcord? As duas cobrem território suficiente em comum para que uma hierarquia universal seja enganosa. Compare as referências exatas se ambas estiverem disponíveis. Se você só encontrar uma Beast de geração anterior em promoção, trate-a como um modelo próprio, não como substituta automática da Ripcord atual.
A Beast 98 faz sentido quando a Beast 100 ajuda mais do que você precisa e a resposta precisa ficar mais concentrada. Compare versões O3 pela sensação e pela trajetória, não pela suposição de que os ports tornam a raquete melhor.
Warrior, Legacy, Emblem e Prince X: quando sair do núcleo
Para um jogador intermediário ou avançado, Tour, Phantom, Ripstick, Ripcord e Beast cobrem quase todos os primeiros testes razoáveis. As outras famílias respondem a necessidades mais específicas.
- Warrior oferece potência acessível por um preço de entrada. Pode ser uma boa raquete de progressão, mas confira a estabilidade e a construção da versão exata.
- Legacy usa cabeças grandes e pouco peso para gerar profundidade com swing compacto. Faz sentido para duplas, retorno ao tênis ou máxima assistência.
- Emblem ocupa um espaço parecido no Japão, com configurações oversize e leves. Não presuma que cada Legacy tenha uma Emblem equivalente.
- Prince X usa uma garganta assimétrica que a marca projetou para flexionar de maneira diferente nas duas faces. É uma proposta regional e incomum: confirme se o aro foi configurado para destro ou canhoto e teste antes de comprar.
- Phantom Graphite recupera geometrias clássicas e pesos mais exigentes. É uma preferência deliberada, não o próximo degrau automático depois da Phantom.

Uma cabeça de 110 ou 120 pol² não é “pior” do que uma de 98. Ela resolve outro problema. O guia de tamanho da cabeça da raquete explica por que margem, manobrabilidade e controle também dependem do swing que você consegue repetir.
O3 merece um teste separado
O3 é a decisão que mais diferencia a Prince. Os ports grandes permitem que o encordoamento trabalhe de outra forma e mudam a aerodinâmica do aro. O efeito não cabe apenas em “sweet spot maior”: som, informação no impacto e altura de saída também podem mudar.
Teste O3 se você procura mais tolerância, aceleração ou spin, especialmente quando um aro convencional de potência parece seco. Fique com ilhoses tradicionais se valoriza uma resposta mais definida ou se o O3 torna a bola plana menos previsível. A pergunta não é qual sistema é superior. É qual deles preserva melhor a sua trajetória quando o contato deixa de ser perfeito.
Se a prioridade é o conforto do braço, compare o impacto com a mesma corda antes de dar todo o crédito aos ports. Uma O3 pode transmitir uma sensação menos seca, mas não previne lesões nem neutraliza um poliéster firme que já perdeu rendimento.
Mantenha tipo e tensão de corda parecidos na comparação. Um poliéster novo em uma raquete e um multifilamento usado na outra podem esconder completamente a diferença do aro. Se você encordoa as próprias raquetes, siga as instruções do modelo exato; alguns aros com ports exigem técnica ou equipamento diferente para manter as cordas alinhadas.
Qual Prince testar conforme o seu erro mais comum?
Você não precisa de uma bolsa com sete demos. Comece pelo erro que aparece quando o ponto fica difícil.
- A bola fica curta na defesa. Teste Ripcord 100 300 e Ripstick 100 300. Acrescente Beast 100 300 se estiver disponível no seu mercado.
- A bola sai longa quando você acelera. Comece com Tour 100P ou Tour 98. Passe para Phantom 100X apenas se mantiver profundidade sob pressão.
- Você se atrasa com raquetes acima de 300 g. Compare Tour 100 290, Phantom 100X 290 e Ripcord 100 280. A mais rápida não será necessariamente a mais estável.
- Você quer spin, mas seu swing já sobe bastante. A Ripstick pode acrescentar altura e saída; a Ripcord oferece uma referência convencional. Não espere que o aro fabrique a trajetória por você.
- Seu braço rejeita impactos secos. Phantom e uma versão O3 merecem teste, mas compare também corda e tensão. Se houver dor, comprar uma raquete não substitui avaliação clínica.
- Você tem swing compacto e quer ajuda para duplas ou retorno ao tênis. Veja Legacy ou Emblem entre 105 e 110 pol² antes de saltar para 120. Confira a agilidade perto do corpo e a estabilidade na devolução.
Se você ainda não sabe qual erro pesa mais, identifique primeiro se o problema vem de peso, tamanho da cabeça, potência ou controle. Mude uma variável por vez e anote profundidade na defesa, erros longos no ataque, estabilidade na devolução e timing do saque no fim da sessão.
Faça o teste em duas rodadas
Colocar Tour, Phantom, Ripstick, Ripcord e Beast na mesma sessão embaralha as diferenças. Reduza o problema primeiro.
Na primeira rodada, coloque a Tour 100 290 contra uma única alternativa: Phantom para menos saída, Ripcord para mais profundidade, Ripstick para testar O3 ou Beast quando essa for a família de potência disponível na sua região. Leve para a segunda rodada apenas a vencedora e a rival mais próxima em peso ou padrão de encordoamento.
Jogue pontos com cordas comparáveis e avalie quatro situações: devolução bloqueada, defesa quando você é tirado da quadra, ataque a uma bola curta e saque depois de uma hora. Elimine o aro que obriga você a encurtar o swing para não errar longo ou que chega atrasado quando o ritmo sobe. A Prince certa talvez não produza o golpe mais espetacular do aquecimento. Ela precisa preservar profundidade, direção e tempo de preparação quando a partida deixa de ser confortável.
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