Raquetes Dunlop: guia CX, SX, FX e LX
Os nomes das raquetes Dunlop dão pistas, mas também podem confundir. A SX 300 realmente pesa 300 gramas; a FX 500, claro, não pesa 500. “Tour” também não é um atalho seguro para uma cabeça pequena e uma raquete muito exigente: a CX 400 Tour tem 100 pol² e 300 g, enquanto a CX 200 Tour 18×20 cai para 95 pol² e sobe para 315 g.
A família diz mais que o número:
- CX: controle e precisão, com diferenças relevantes entre as versões de 95, 98 e 100 pol².
- SX: jogo de fundo construído com topspin e margem sobre a rede.
- FX: potência e ajuda para gerar profundidade.
- LX: cabeças grandes para quem busca mais área de contato com um swing curto.
Dá para reduzir a lista sem decorar o catálogo. Se a bola fica curta mesmo quando o contato é limpo, comece pela FX 500. Se você constrói os pontos com altura e topspin, teste a SX 300. Se já produz velocidade e quer uma trajetória mais previsível, olhe para a CX. Para muitos jogadores de clube, a comparação útil nessa família é CX 400 Tour contra CX 200; a Tour de 95 pol² resolve uma necessidade bem mais específica.
Este guia de compra se apoia em fichas oficiais consultadas em setembro de 2026 e em critérios editoriais de seleção. Não inclui um teste nosso em quadra. As recomendações, portanto, organizam a ordem dos testes e o que observar, sem afirmar qual será a sensação de cada quadro com o seu encordoamento.
Como entender os nomes das raquetes Dunlop
A Dunlop separa as quatro famílias em controle, spin, potência e facilidade em sua apresentação com treinadores da LTA. Os números 200, 300, 400 e 500 identificam modelos dentro desse sistema. Eles não formam uma escala de nível nem seguem uma regra única de peso.
| Nome | O que informa | O que vale conferir |
|---|---|---|
| Tour | Uma configuração diferente dentro daquela linha | Cabeça, peso e padrão; Tour muda entre os modelos CX |
| LS | Versão mais leve que o modelo de referência | Peso e balanço exatos, não apenas a sigla |
| Lite / Super Lite | Opções ainda mais leves dentro da família | Se a devolução bloqueada continua estável contra bolas rápidas |
| OS | Cabeça oversize | Área da cabeça e comprimento |
| 16×19 / 18×20 | Número de cordas verticais e horizontais | Se o nome diz CX 200 ou CX 200 Tour |
| Limited | Edição especial | Se mudou algo além do visual |
Todos os pesos citados são sem cordas. Cordas e acessórios alteram o peso e o balanço finais. Duas raquetes de 300 g também podem exigir esforços diferentes porque não têm necessariamente o mesmo swingweight, ou seja, a resistência que oferecem quando você acelera e movimenta o quadro durante o golpe.
Confira também a geração. O catálogo europeu da Dunlop mostra referências FX 2026 ao lado de modelos FX anteriores. O mesmo nome não garante construção idêntica, e uma ficha ativa não confirma a disponibilidade no Brasil.
Dunlop CX: controle com diferentes portas de entrada
Olhe para a CX se você já acelera com confiança, mas quer uma trajetória mais previsível. Aqui é preciso ler o nome completo: a mesma família reúne quadros bem diferentes. Entre a CX 400 Tour de 100 pol² e a CX 200 Tour de 95 pol² existe muito mais que uma mudança de sobrenome.
Modelos principais: CX 400 Tour e CX 200

A CX 400 Tour combina 100 pol², 300 g e padrão 16×19. A Dunlop a apresenta como uma mistura de potência, controle e spin dentro da CX. Pelo formato, é o primeiro teste mais sensato se você quer organizar melhor a trajetória sem abrir mão de imediato da margem de uma cabeça de 100.
A CX 200 passa para 98 pol², 305 g e 16×19, com perfil de 21,5 mm em vez dos 23 mm da CX 400 Tour. Dê prioridade a ela quando a profundidade já vem do seu swing e a cabeça de 98 não cobra caro demais na defesa.
Não decida depois de dez forehands no centro da quadra. Dê o mesmo peso ao backhand defensivo e à devolução. Se a CX 200 permite mirar bem quando você está equilibrado, mas deixa curta toda bola alcançada no limite, a CX 400 Tour continua sendo a candidata mais forte. O tamanho da cabeça explica parte dessa diferença, embora a área por si só não preveja toda a resposta.
CX 200 Tour e a exceção 18×20 Limited
A CX 200 Tour 18×20 da geração 2024 tem 95 pol² e 315 g. Cabeça menor, mais massa e padrão fechado deixam menos margem quando o contato atrasa. Mantenha-a no teste apenas se você consegue centralizar a bola e completar a preparação quando o adversário tira seu tempo.
Há uma armadilha no nome: a CX 200 18×20 Limited não é a mesma raquete. A ficha oficial da Limited indica 98 pol² e 305 g. A edição leva o padrão 18×20 ao formato da CX 200, mas não adota a cabeça de 95 da Tour. Comprar pela cor ou pelo padrão sem ler o nome inteiro pode levar você a outro quadro.
Tabela rápida: modelos CX verificados
| Modelo | Cabeça | Peso sem cordas | Padrão | Motivo para testar |
|---|---|---|---|---|
| CX 400 Tour | 100 pol² | 300 g | 16×19 | Explorar a CX em um formato com mais margem |
| CX 200 | 98 pol² | 305 g | 16×19 | Comparar precisão sem cair para 95 pol² |
| CX 200 18×20 Limited | 98 pol² | 305 g | 18×20 | Testar um padrão fechado mantendo a cabeça de 98 |
| CX 200 Tour 18×20 | 95 pol² | 315 g | 18×20 | Configuração específica para contato consistente |
O catálogo também inclui CX 200 Tour 16×19, CX 200 LS, CX 200 OS e CX 400. Você não precisa testar todas. Comece pelo tamanho de cabeça e pela carga física que consegue sustentar; depois refine o padrão de encordoamento.
Dunlop SX: topspin para construir do fundo
A SX faz sentido para quem já acelera de baixo para cima e constrói o ponto com altura, curva e profundidade. O quadro pode acompanhar esse caminho. Não vai transformar sozinho um forehand plano em uma bola pesada com topspin.
Modelos principais: SX 300 e SX 300 Tour

A SX 300 de 2025 declara 100 pol², 300 g e 16×19. Para um jogador intermediário ou avançado, é a referência natural da família: permite avaliar a proposta de spin em um formato conhecido antes de reduzir a cabeça.
A SX 300 Tour passa para 98 pol² e 305 g, mantendo o padrão 16×19. A Dunlop a direciona a jogadores que geram a própria velocidade e atacam com efeito. Ela merece entrar na comparação quando a SX 300 já oferece margem suficiente, mas você quer um formato mais preciso sem abandonar a proposta da família.
Durante o teste, observe a altura e onde a bola cai. Passar com folga sobre a rede serve de pouco se todo golpe aterrissa perto da linha de saque e dá tempo ao adversário. A SX certa deve permitir manter uma cruzada profunda e mudar a direção sem desacelerar o braço por medo de errar longo.
Se 300 g fazem você atrasar ao longo de uma partida, a família também oferece SX 300 LS e SX 300 Lite. O peso menor pode antecipar a preparação, mas teste contra ritmo de verdade: chegar a tempo adianta pouco se a devolução perde estabilidade. LS e Lite descrevem versões mais leves, não um ranking por nível.
Tabela rápida: versões SX
| Modelo | Principal diferença | O que observar na quadra |
|---|---|---|
| SX 300 | 100 pol² e 300 g; referência da linha | Profundidade e margem sem desacelerar o swing |
| SX 300 Tour | 98 pol² e 305 g | Qualidade do contato ao defender ou chegar atrasado |
| SX 300 LS | Mais leve que a SX 300 | Preparação antecipada sem perder solidez na devolução |
| SX 300 Lite | Opção mais leve deste grupo | Facilidade de movimento durante a partida inteira |
Dunlop FX: ajuda para gerar profundidade
A família FX é a linha de potência da Dunlop. Teste-a se um contato limpo ainda exige esforço demais para alcançar profundidade, ou se sua devolução bloqueada mal passa da linha de saque.
Modelos principais: FX 500 e FX 500 Tour

A FX 500 de 2026 combina 100 pol², 300 g e 16×19. São os mesmos três números básicos da SX 300, embora a Dunlop atribua prioridades diferentes às duas linhas. Essa coincidência torna especialmente útil compará-las com encordoamentos parecidos: peso, cabeça e padrão não bastam para antecipar qual combina melhor com seu swing.
A FX 500 Tour de 2026 usa 98 pol² e padrão 16×19. A Dunlop a posiciona como uma versão com mais controle dentro da proposta de potência. Compare-a se a FX interessa, mas você prefere o formato de 98. O sobrenome Tour, sozinho, não vai corrigir um forehand que sai longo.
Se sua bola já sai profunda e escapa quando você acelera, confira primeiro o ponto de contato. Trocar de família não corrige uma preparação atrasada. Se você encontra a bola à frente e ainda precisa segurar um swing bem preparado, aí vale comparar FX com CX e rever o encordoamento.
As FX 500 LS, Lite e Super Lite reduzem o peso dentro da linha. Fazem sentido se o quadro padrão impede você de preparar a tempo, desde que a massa menor não prejudique a devolução bloqueada. Jogue esse golpe antes de comemorar a rapidez da raquete no ar.
Tabela rápida: versões FX
| Modelo | Principal diferença | O que observar na quadra |
|---|---|---|
| FX 500 | 100 pol², 300 g e foco em potência | Mais profundidade sem encurtar um golpe confortável |
| FX 500 Tour | 98 pol² com mais ênfase em controle | Margem defensiva e direção ao acelerar |
| FX 500 LS | Mais leve que a FX 500 | Estabilidade nas devoluções bloqueadas |
| FX 500 Lite / Super Lite | Reduções adicionais de peso | Se a rapidez custa estabilidade demais no impacto |
Dunlop LX: cabeça grande para um swing compacto
A LX fica fora da comparação habitual entre controle, spin e potência. Suas LX 800 e LX 1000 se dirigem a quem procura mais área de contato e profundidade com um gesto curto.

A ficha da LX 800 declara 110 pol², 255 g e 27,5 polegadas de comprimento. Use esses números como referência daquele modelo e daquela geração, não como especificações universais da LX.
A LX 800 mostra por que “mais leve” é uma descrição incompleta: o tamanho da cabeça e o comprimento também mudam. Se você quer menos peso para manter um swing amplo, comece pelas versões LS da SX ou da FX. Se busca mais área de contato para um gesto compacto, a LX responde melhor a essa necessidade. Nosso guia sobre raquetes de 27 e 27,5 polegadas explica o que muda com a meia polegada adicional.
Tabela rápida: versões LX
| Modelo | Principal diferença | Para quem faz sentido |
|---|---|---|
| LX 800 | 110 pol², 255 g e 27,5 polegadas na ficha citada | Swing curto que precisa de área de contato e profundidade |
| LX 800 Tour | Mantém a cabeça oversize com mais estabilidade | Quem quer a ajuda da LX com uma resposta mais sólida |
| LX 1000 | Cabeça de 115 pol² e 255 g | Máxima área de contato para um gesto compacto |
Comparação rápida: CX vs SX vs FX vs LX
A ficha técnica ajuda a reduzir a lista. A ordem final deve vir dos erros que aparecem na quadra: bola curta, contato atrasado, falta de direção ou necessidade de segurar o swing. Esta tabela é uma comparação editorial, não o resultado de um teste nosso.
| Problema que você precisa resolver | Primeira comparação | Sinal de que está no caminho certo |
|---|---|---|
| Você gera velocidade e quer mais direção | CX 400 Tour vs CX 200 | Consegue mudar a direção mantendo a profundidade |
| Constrói com topspin e margem sobre a rede | SX 300 | Ganha margem sem oferecer uma bola curta |
| O contato limpo ainda produz uma bola curta | FX 500 | A devolução bloqueada chega mais longe sem perder direção |
| Prefere um formato de 98 pol² | CX 200, SX 300 Tour ou FX 500 Tour | Sustenta seu golpe habitual sob pressão |
| Quer menos peso | A versão LS da família adequada | Chega a tempo e mantém a qualidade da devolução |
| Precisa de cabeça grande e swing compacto | LX | Contata com confiança e controla o comprimento do golpe |
As mesmas perguntas sobre potência, margem e controle do nosso guia de raquetes HEAD funcionam aqui, mas os nomes não se traduzem de uma marca para outra. “Tour” não equivale automaticamente a “Pro” ou “MP”.
Perguntas frequentes sobre raquetes Dunlop
Posso comparar duas raquetes de teste com cordas diferentes?
Você consegue avaliar se o peso ou o tamanho do grip são adequados, mas não quanto da saída de bola vem do quadro. Tente igualar tipo de corda, calibre, tensão e idade do encordoamento. Se não for possível, anote as diferenças e repita a comparação antes de atribuir ao quadro uma impressão de potência ou controle.
Vale a pena comprar uma Dunlop de geração anterior?
Pode valer, se você já a testou e aquela unidade está em bom estado. Confira a referência exata, o tamanho do grip e a disponibilidade de ilhós ou protetor de aro para reposição. Não presuma que uma análise da FX 2026 descreve uma FX anterior, nem que uma edição Limited mantém todas as especificações do modelo que você conhece.
Como escolher depois do teste
Reduza a lista a dois modelos e leve ambos para as situações que costumam custar pontos: devolução bloqueada, backhand na corrida e segundo saque. Depois jogue pontos com placar. Um forehand vencedor durante o aquecimento diz pouco sobre a raquete necessária em um set apertado.
Anote com qual você chega atrasado, deixa mais bolas curtas ou precisa segurar um swing bem preparado. Escolha a raquete que preserva profundidade e direção nos seus golpes habituais quando o ponto fica difícil. Um modelo mais exigente só merece a troca se a melhora se repetir sob pressão, não porque produziu seu melhor golpe do dia.
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