Zverev vence Roland Garros 2026: enfim
Alexander Zverev finalmente tem o Grand Slam que faltava. Na final de Roland Garros 2026, o alemão derrotou Flavio Cobolli por 6-1, 4-6, 6-4, 6-7(5), 6-1 e fechou uma das histórias de espera mais longas entre os jogadores de elite do circuito atual.
Não foi uma final perfeita. Para entender Zverev, foi melhor do que isso: dominante em vários momentos, nervosa quando o título chegou perto demais e, no fim, resolvida a partir de suas duas bases mais confiáveis: saque e solidez no fundo da quadra.
A quarta final de Grand Slam de Zverev
A pergunta antes da partida era simples: quantas oportunidades a mais Zverev precisaria para ganhar um major?
Essa foi sua quarta final de Grand Slam. As três anteriores tinham deixado marcas claras:
| Ano | Torneio | Rival na final | Resultado |
|---|---|---|---|
| 2020 | US Open | Dominic Thiem | Perdeu em cinco sets |
| 2024 | Roland Garros | Carlos Alcaraz | Perdeu em cinco sets |
| 2025 | Australian Open | Jannik Sinner | Perdeu em três sets |
| 2026 | Roland Garros | Flavio Cobolli | Ganhou em cinco sets |

A diferença desta vez não foi só o adversário. Foi a resposta mental no quinto set. Cobolli havia vencido o quarto no tie-break, e a partida parecia voltar para aquele território desconfortável em que Zverev já tinha visto grandes troféus escaparem. Mas o alemão não desabou: aumentou o percentual de primeiros saques, defendeu break points e jogou a parcial decisiva com uma autoridade que não havia mostrado em suas finais anteriores de Grand Slam.
Segundo o ATP Tour, Zverev ganhou o título em quatro horas e 16 minutos, tornando-se o primeiro alemão a levantar a Copa dos Mosqueteiros na Era Aberta. Para colocar em contexto histórico, ele também é o primeiro campeão alemão masculino de Grand Slam desde Boris Becker no Australian Open de 1996. A última vez que um alemão havia vencido Roland Garros foi em 1937, quando Henner Henkel conquistou o título masculino em Paris.
Os grandes títulos que Zverev já tinha vencido antes de Paris
Dizer que Zverev “precisava” de um Grand Slam não significa que o restante da carreira estivesse incompleto. Pelo contrário: é justamente por isso que essa ausência pesava tanto.
Antes deste Roland Garros, Zverev já tinha um histórico de títulos de jogador grande:
- Dois títulos do ATP Finals: 2018 e 2021, vencendo o torneio de fim de temporada que reúne os melhores do ano. A lista histórica de campeões do Nitto ATP Finals confirma isso.
- Sete títulos ATP Masters 1000, a categoria mais importante abaixo dos Grand Slams.
- Ouro olímpico em simples em Tóquio 2020, com vitória sobre Novak Djokovic na semifinal e Karen Khachanov na final.
- 25 títulos ATP no total depois de somar Roland Garros 2026, segundo a crônica da ATP.
Para um jogador recreativo que olha o circuito com foco em equipamento e rendimento, esse caminho diz algo interessante: Zverev não era especialista de uma semana só. Ele já tinha vencido em indoor, no saibro, em Masters 1000, em uma Olimpíada e em torneios de máxima pressão. O que faltava não era nível. Era fechar sete partidas em melhor de cinco sets no palco certo.
Esse detalhe importa. Ganhar um Grand Slam não premia apenas o pico de tênis. Premia resistência, gestão de cansaço, capacidade de sustentar a técnica quando o braço pesa e a cabeça começa a fazer barulho.
Zverev vs Cobolli: um H2H que já tinha tensão no saibro
O confronto direto entre Zverev e Cobolli chegava com vantagem alemã. Antes da final, a ATP indicava 3-1 para Zverev no geral, com o histórico de 2026 empatado em 1-1.
A sequência recente era especialmente relevante porque vinha no saibro:
- Cobolli havia derrotado Zverev em Munique.
- Zverev havia respondido com vitória em Madri.
- Em Roland Garros, Zverev ampliou a vantagem com a vitória mais importante de todas.

Depois de Paris, o duelo fica em 4-1 para Zverev em confrontos oficiais ATP, contando a final de Roland Garros 2026 como o quinto encontro registrado entre eles.
Cobolli, mesmo com a derrota, não foi um finalista aleatório. Ele chegou à primeira final de Grand Slam depois de uma forte subida no ranking e com uma identidade de jogo muito clara: direita pesada, vontade de atacar com spin e uma atitude competitiva que não desapareceu depois de perder o primeiro set por 6-1.
Qual raquete Zverev usa?
Zverev é associado à família HEAD Gravity, e a Tennis Warehouse lista o alemão com a HEAD Gravity Pro 2025. É uma escolha coerente com seu padrão de jogo: muita estabilidade, controle direcional e uma resposta mais baixa em potência gratuita, que obriga o jogador a acelerar bem.
A Gravity Pro 2025 retail tem cabeça de 100 pol², padrão 18x20, peso encordoada de 332 g e swing weight publicado de 329. Se você quer entender por que esses números importam, eles se conectam muito bem com nossos guias sobre swing weight, tamanho da cabeça da raquete e padrões de encordoamento.

Como sempre acontece com profissionais, é preciso separar duas ideias:
- A raquete comercial que o jogador promove ou aparece usando em listagens de lojas.
- O quadro real de competição, que pode estar personalizado em peso, equilíbrio, grip, silicone, chumbo, molde ou padrão exato.
No caso de Zverev, o mais útil para o jogador amador não é copiar o setup exato dele, mas entender o perfil: um quadro estável, voltado para controle, feito para swings longos e contato limpo. Não é uma raquete que entrega profundidade fácil se você chega atrasado na bola.
Qual raquete Cobolli usa?
Cobolli aparece ligado à HEAD Radical. A Tennis.com o descreveu em 2025 com uma HEAD Radical Pro 2025, enquanto bases de dados de equipamento como kit.tennis o verificam com HEAD Radical em maio de 2026.

A Tennisnerd, que costuma observar de perto os pro stocks, ressalta que o quadro de Cobolli parece ser um molde Radical profissional e que não há informação pública totalmente fechada sobre suas especificações exatas. Essa cautela é importante: em jogadores ATP, o paintjob e o modelo retail raramente contam a história inteira.
Traduzindo isso para sensações de jogo, a Radical está em uma zona diferente da Gravity de Zverev. É uma linha mais all court: permite acelerar, mudar direções e atacar antes, sem parecer tão especializada em controle pesado do fundo da quadra. Para Cobolli, que busca pegar a bola com agressividade e variar com deixadinhas, faz sentido como base.
O contraste de raquetes também explica parte da partida:
| Jogador | Família de raquete | Leitura técnica |
|---|---|---|
| Alexander Zverev | HEAD Gravity | Controle, estabilidade, padrão mais denso, peso de bola sustentado |
| Flavio Cobolli | HEAD Radical | Versatilidade, aceleração, ataque de direita e mudanças de ritmo |
Nenhuma raquete ganha uma final sozinha. Mas ela condiciona quais soluções parecem naturais sob pressão. Zverev venceu quando conseguiu transformar a partida em uma prova de repetição, profundidade e primeiro saque. Cobolli incomodou quando quebrou esse ritmo com agressividade, deixadinhas e mudanças de altura.
O que um jogador de clube pode aprender?
O título de Zverev deixa uma lição prática: seu equipamento deve amplificar seu padrão principal, não disfarçá-lo.
Zverev não joga com uma raquete fácil para todo mundo. Ele joga com uma ferramenta que premia sua altura, sua alavanca, sua capacidade de bater profundo e sua tolerância a ralis longos. Se um jogador intermediário sem essa velocidade de swing tentar copiá-lo sem ajustar peso e tensão, provavelmente terminará com menos profundidade e mais fadiga.
Cobolli oferece outra leitura. Um quadro Radical, ou uma raquete de perfil parecido, pode fazer mais sentido para quem mistura fundo de quadra, ataque, mudanças de ritmo e transições. Mas também exige boa técnica: não é simplesmente uma raquete “fácil”, é uma plataforma mais versátil.
Antes de comprar por imitação, vale fazer três perguntas:
- Eu gero profundidade fácil ou preciso de ajuda de potência?
- Meu golpe principal é pesado e repetível, ou dependo mais de aceleração e variação?
- Consigo lidar com o swing weight por duas horas sem chegar atrasado no contato?
Se esses conceitos ainda não estão claros, comece pelos nossos guias sobre rigidez da raquete e tipos de cordas. Muitas vezes a mudança certa não é de quadro, mas de corda, tensão ou peso adicionado.
Por que este Grand Slam parecia inevitável
A frase pode soar emocional, mas tem base esportiva: entre os jogadores ativos que ainda não tinham vencido um Grand Slam, Zverev provavelmente era o que acumulava os argumentos mais fortes.
Ele já tinha sido número 2 do mundo, campeão olímpico, bicampeão do ATP Finals, múltiplo campeão de Masters 1000 e finalista em três majors diferentes. Tinha perdido finais em que esteve perto, voltado de uma lesão grave em Roland Garros 2022 e carregado durante anos o rótulo de “melhor jogador sem Grand Slam”.
Roland Garros 2026 não apaga as finais anteriores. Ele as reorganiza. Agora elas fazem parte de uma carreira que finalmente tem o título que faltava.
E se havia um jogador que merecia mais do que qualquer outro sair da lista de grandes tenistas sem Grand Slam, esse jogador era Alexander Zverev.
Sascha, da equipe The Perfect Racket, queremos dizer: Herzlichen Glückwunsch zu deinem ersten Grand-Slam-Titel!